Economia / Investimentos / Negócios / Outros: Desempregado em Portugal - número recua em Julho



Desempregado em Portugal: evolução recente

O estatuto de desempregado em Portugal continua a registar melhorias. Em Julho de 2025, os dados oficiais do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) mostraram que o número de inscritos nos serviços de emprego voltou a cair, sinalizando uma recuperação gradual da economia e do mercado laboral.

No final do mês, estavam registados 292.825 desempregados, menos 4% do que em igual período de 2024. Na prática, significa que havia menos 12.314 pessoas inscritas face ao ano anterior. Em relação a junho de 2025, a descida foi mais ligeira, de 0,2%, representando menos 663 indivíduos.

Distribuição regional do desemprego

Para compreender melhor a realidade de cada desempregado em Portugal, é essencial olhar para a distribuição regional.

* Alentejo: registou uma subida de 0,7% face a julho de 2024, contrariando a tendência nacional.

* Madeira: apresentou o recuo mais expressivo, com menos 19,4% de inscritos.

* Algarve: fortemente influenciado pela sazonalidade do turismo, registou a maior redução em cadeia, com -5,8%.

* Norte, Centro e Alentejo: apesar da descida homóloga, apresentaram aumentos no desemprego quando comparados com Junho de 2025, com subidas de 0,4%, 0,8% e 0,7%, respectivamente.

Os dados revelam assim uma fotografia mista do mercado laboral, em que a tendência de médio prazo é positiva, mas susceptível a oscilações consoante a dinâmica regional e sectorial.

Diferenças sectoriais no mercado de trabalho

A análise do perfil de cada desempregado em Portugal também mostra disparidades entre setores:

* Actividades agrícolas: redução de 6,8% face a Julho de 2024.

Serviços: descida de 3,8%, mantendo-se como o sector com maior peso no total dos registados.

Indústria e construção (sector secundário): queda mais ligeira, de 1,3%.

Estes números indicam um recuo generalizado do desemprego no último ano, embora com impacto desigual nos vários ramos de actividade.

Ofertas de emprego e procura activa

Ao mesmo tempo que o número de desempregado em Portugal diminuiu, as oportunidades disponíveis também cresceram de forma assinalável. Em Julho de 2025 existiam 19.014 ofertas de emprego por satisfazer, mais 56,1% do que no mesmo mês de 2024.

Este dado mostra que as empresas estão a contratar mais, mas também que existem desafios na correspondência entre as qualificações dos candidatos e as necessidades das empresas. Apesar do aumento da procura por trabalhadores, algumas vagas continuam por preencher devido à falta de perfis adequados às exigências do mercado.

Perspectiva anual do mercado laboral

Em termos homólogos, a evolução confirma que a recuperação económica pós‑pandemia e o regresso progressivo da confiança dos investidores estão a ter reflexos concretos. O facto de o número de desempregado em Portugal ter caído em praticamente todas as regiões indica que a retoma está a ser relativamente abrangente, ainda que existam áreas específicas onde o ajustamento é mais lento.

Comparando com os valores de 2024, a diminuição de inscritos mostra que as políticas de apoio ao emprego, a sazonalidade e o crescimento em segmentos como turismo e serviços têm sido decisivos no comportamento do mercado.

Desafios para quem continua desempregado em Portugal

Apesar da tendência positiva, o estatuto de desempregado em Portugal continua a ser uma realidade difícil para milhares de pessoas. O custo de vida elevado, a escassez de habitação acessível e a exigência crescente das empresas em termos de qualificações fazem com que muitos candidatos encontrem obstáculos na reintegração no mercado de trabalho.

Além disso, a discrepância entre o número de ofertas disponíveis e as competências predominantes da população activa continua a ser um problema estrutural. Isto significa que, mesmo num contexto de descida global do desemprego, há um conjunto significativo de pessoas que permanece em situação de procura.

Conclusão: menos desempregados, mas com cautela

Os dados de Julho de 2025 confirmam que o número de desempregado em Portugal está em queda, reforçando a resiliência do mercado laboral. No entanto, as diferenças entre regiões, a realidade sectorial e a falta de correspondência entre vagas e candidatos mostram que o desafio ainda não está resolvido.

Portugal vive hoje um cenário mais favorável do que há um ano, mas o caminho para um mercado de trabalho mais inclusivo e equilibrado exigirá políticas centradas na requalificação de trabalhadores, no apoio às regiões mais vulneráveis e na promoção de sectores com maior potencial de crescimento.

Contactos: +351 913 335 560 / nuno.garrido@casaviva.pt / @nuno_miguelgarrido

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